PORQUE TODO AUMENTO É UM ROUBO! 3, 70! Nem tenta!

Na ultima semana ficamos sabendo que mais um aumento será praticado pela prefeitura de Fruet (PDT). A tarifa se elevara dos atuais 3,30R$ para 3,70R$! (Saiba mais: http://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/tarifa-do-onibus-em-curitiba-sobe-para-r-370-53z1zkh9801l46ga6bo2q9l2o). Na opinião do Coletivo Tarifa Zero Curitiba todo aumento é um roubo, primeiramente porque transporte (ir e vir) é basilar para a manutenção dos demais direitos (para acessar uma escola, um hospital e mesmo um múseu ou cinema, se necessita na maioria dos casos transporte), mais que isso tal direito “dos direitos” é um direito constitucional, isso claro, não sem a luta do Movimento Passe Livre.

(saiba mais: http://g1.globo.com/politica/noticia/2015/09/senado-aprova-pec-que-torna-transporte-publico-direito-social.html

http://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2015-09/congresso-promulga-emenda-que-inclui-transportes-na-lista-de-direitos).

Todavia a que se lembrar, para além da discussão em torno do transporte como direito, discussão esta cara ao Coletivo Tarifa Zero, deve-se ressaltar que o transporte público, hoje administrado pelas empresas da familía Gulin, a “máfia do transporte”, que detém 70% das linhas, o que se configura como cartel prática ilicita, o que na prática torna os contratos nulos. Não bastando as fraudes nos contratos, comprovadamente a máfia do transporte superfatura as tarifas (inserindo itens na planilha de custos como seu imposto de renda, e apresentando distorções nos valores que compõem a planilha como pneus e diesel). Nesse sentido, os aumentos da tarifa, constantemente praticados pela prefeitura são um roubo, não somente de acordo com a nossa concepção de transporte (este como direito social, e não como objeto do mercado logo de lucro), mas dentro dos próprios parâmetros da justiça (no caso a justiça burguesa, que reconhe o direito a propriedade, e logo de transformar direitos como transporte, saúde e educação em mercadorias), afinal se a licitação é uma fraude, e a tarifa já é superfaturada (isto é, garante lucros acima dos 12% estipulados em contrato) TODO AUMENTO É UM ROUBO PRATICADO PELA MÁFIA DO TRANSPORTE, pois todo esse dinheiro ou vai para o bolso dos Gulin (máfia), ou para as campanhas eleitorais de Fruet e sua corja.

SAIBA MAIS SOBRE A FRAUDE NA LICITAÇÃO E NO SUPERFATURAMENTO DE TARIFAS AQUI: https://www.cmc.pr.gov.br/docs/RELATORIO_final_CPI_TRANSP_CTBA_26-11-2013.pdf

(Ainda sobre isso existem mais dois documentos que estavam indisponíveis, um relatório do TCE e da própria URBS)

Diante destes elementos qualquer aumento, serve para garantir lucros muito acima dos já estipulados em contrato, LOGO SÓ A UMA AFIRMAÇÃO A SER FEITA TODO AUMENTO É UM ROUBO! Assim, cancelar os contratos é uma obrigação!

Fruet já demonstrou que o compromisso do Estado é com a máfia, não só aumentou a tarifa mais uma vez garantindo o assalto a população, como sequer dispõem-se a dialogar com o movimento, que inúmeras vezes o acionou para audiências, bem como passou a compor o Conselho Municipal de Transportes (este texto infelizmente ainda expressa a verdade sobre o conselho: https://tarifazerocuritiba.wordpress.com/2015/07/08/um-conselho-de-transportes-ficcional-breve-analise-sobre-nao-funcionamento-do-conselho-municipal-de-transporte/).

Não resta nada mais ao movimento se não fazer Curitiba Parar! E bem como sabemos a tarifa zero agora só pode ser fruto da ação popular!

Convocamos todos a se somar as próximas manifestações encabeçadas pela Frente e camapanha 3,70! Nem Tenta!

(https://www.facebook.com/events/186056178417987/)

A minha luta é todo dia! transporte público não é mercadoria!

Eu to na rua não é por nada! Essa tarifa é superfaturada!

Ooo Fruet o povo não é bobo! Se tem fraude no contrato todo aumento é um roubo!

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As mágicas da prefeitura de Curitiba precisam reduzir a tarifa, mas não querem mexer no lucro dos empresários.

images.duckduckgo.comLicitações irregulares, monopólio e privatização

do bem público encarecem a tarifa”

Há algum tempo, o Coletivo Tarifa Zero, em conjunto com as organizações que fazem parte da Frente de Luta pelo Transporte, vêm denunciando as irregularidades nas licitações nas concessões de transporte público na cidade de Curitiba. Tais irregularidades, são apontadas por diversos relatórios da URBS, pela CPI dos transportes e pelo Tribunal de Contas do Estado, que em seu ultimo relatório aprovado, ilumina uma série de itens que estariam superfaturados e para os quais caberia a readequação e a diminuição da tarifa de transporte coletivo em Curitiba.

O TCE, neste documento, pede para que a URBS reavalie os custos reais em investimentos em instalações e edificações, assim como gastos com combustíveis e peças por parte das empresas propondo 14 medidas para reavaliar a tarifa. Mas a prefeitura da cidade, ao que parece, continua ais uma vez preocupada em manter os lucros dos empresários em detrimento do transporte público acessível e de qualidade para a população. Como um mágico que tira coelhos da cartola, a administração municipal põe em prática uma série de manobras para cumprir com as determinações do TCE sem afetar o mais importante: o cartel das licitações monopolizado pela família Gulin.

Com isso, o barateamento do custo da tarifa de ônibus em Curitiba sairá mais uma vez do bolso dxs usuárixs, uma vez que itens como meia passagem para estudantes, a gratuidade para alguns trabalhadores e a utilização dos ônibus híbridos (Hibribus) seriam revistos. Entendemos tais medidas como mais um ataque axs trabalhadorxs que necessitam do transporte público para se locomover diariamente para o trabalho, escola e equipamentos culturais e de saúde da cidade. A prefeitura opta mais uma vez pelo ataque ao direito à cidade, em especial dos mais pobres, mantendo o super-lucro que as empresas com concessão de transporte público de Curitiba historicamente preservam.

Pelo fim dos contratos e licitações fraudulentos! Nem um Centavo a mais para a máfia dos transportes! Tarifa Zero Já!

Um Conselho de Transportes Ficcional? Breve análise sobre (não) funcionamento do Conselho Municipal de Transporte

Dia 23 de março de 2015, toma posse o Conselho Municipal de Transportes. Tomam posse no Conselho como representantes dos usuários, dois membros do Coletivo Tarifa Zero Curitiba, isso não gratuitamente, afinal após um acampamento em frente a Prefeitura de Curitiba, que exigia ao menos uma reunião junto ao poder público para discutir as situações relacionadas ao transporte. Recebidos pelo Secretário de Gabinete do Prefeito Gustavo Fruet, os militantes da Frente de Luta pelo Transportes, até o momento acampados, recebem como resposta que o local de discussão do transporte seria o dito conselho, e deste modo solicite que indicássemos representantes. Já imaginávamos, que o conselho seria mais uma forma de “enrolar” o movimento em discussões hora técnicas, hora burocráticas e logo inviabilizar qualquer proposta de mudança do transporte. Tampouco, esperávamos que este conselho pude-se tensionar aspectos como a cartelização, e mesmo superfaturamento do serviço, já comprovados por 4 relatórios (TCE, CPI, Sindicatos e Urbs), devido a composição do conselho, onde existe apenas uma cadeira para os usuários, cujo todos os outros setores são atrelados a máfia dos transportes.

Sim, esperávamos que o espaço do conselho fosse uma tentativa do Estado de institucionalizar e absorver a contestação do transporte, para mais um espaço onde está no máximo poderia ser “barulhenta”, mas nunca efetiva, afinal como observamos o conselho por sua própria composição, apresenta correlação de forças favorável a máfia. Todavia entendiamos que a participação no conselho poderia ao menos legitimarmos para realizar esta denúncia, e mesmo tensionar os conselheiros, assim demonstrando seu teor conservador, bem como por meio das “ruas” tensionar os conselheiros que supostamente devem “representar” setores da sociedade civil, bem como os gestores públicos.

Todavia, o conselho 3 meses depois de seu empossamento sequer teve reuniões, para ao menos simular uma gestão “democrática” do transporte. Nem mesmo uma existência em forma de simulacro do poder público, como um esforço em aparentar ser a gestão Fruet, uma gestão de dialogo com a população, tiveram capacidade seus subordinados (afinal as reuniões somente podem ser convocadas pelo presidente do conselho, nomeado diretamente por Fruet).

Até agora, três meses (lembrando que o conselho foi instituído somente no terceiro ano de mandato de Fruet), após o empossamento do Conselho Municipal de Transportes, sequer uma reunião foi capaz de convocar seu presidente Caique Ferrante. Como vemos, este conselho (Fruet ao inaugurar o conselho faz menção de este ser resposta ao junho de 2013), as investigações e denúncias de cartel e superfaturamento (os estudos primários foram feitos por representantes de sindicatos), a CPI, a redução da tarifa somente foram possíveis por força das ruas, até que o transporte volte a ser pauta dos de baixo, e estes vão as ruas exigir um transporte que realmente atenda seus interesses, as discussões continuaram “estacionadas”. De um Conselho Municipal de Transportes proposto pela prefeitura quando muito poderemos esperar a enrolação, isto é, se este realmente vir a existir, até o momento este é no máximo uma das muitas “ficções encenadas” pelos senhores do “espetáculo democrático”, pois sequer veio a existir.

AUDIÊNCIA PÚBLICA DO PROJETO DE LEI DO PASSE LIVRE: TRANSPORTE É UM DIREITO E NÃO MERCADORIA

A Frente De Luta pelo transporte, tenta desde 2013, debater e colocar em votação na câmara o Projeto de Lei do Passe Livre para estudantes e desempregados, no entendimento de que sem o direito de ir e vir, educação e emprego (que são direitos fundamentais na Constituição Federal de 1988), não são garantidos. Desde 2013 temos enfrentado todo tipo de sabotagem, do extravio do projeto, tentativas de liquidação do mesmo as escondidas, bem como a má vontade dos vereadores e da prefeitura. Por outro lado, a tarifa de ônibus aumentou mais uma vez em Curitiba, chegando ao valor de R$ 3,30 e atacando ainda mais o bolso de trabalhadores e estudantes que necessitam do transporte público para o trabalho, estudo ou acesso a hospitais, museus, universidades entre vários outros equipamentos sociais. Enquanto isso, investigações realizadas pelo TCE, Urbs, CPI do transporte e sindicatos, apontam para o superfaturamento da tarifa em 0,40R$ e formação de cartel por parte da família Gulin que detém 70% das linhas. Tais elementos já permitem o cancelamento dos contratos como a redução da tarifa, mas o atrelamento do prefeito com a máfia do transporte , não permite que cancele os contratos (afinal não pode desafiar aqueles que financiam sua campanha). Tais fatos demonstram que Vereadores e Prefeitura tem lado, o lado da máfia do transporte, e que para garantir o nosso “lado” somente a luta, ASSIM TODXS XS ESTUDANTES E TRABALHADORXS DEVEM COMPARECER A CÂMARA PARA DEMONSTRAR QUE SE O PODER PÚBLICO ESTA A FAVOR DO EMPRESARIADO A POPULAÇÃO ESTA DO LADO DOS DIREITOS!
Para debater tal situação com a população, foi convocada para o dia 16 de Abril uma audiência pública que acontece na Câmara Municipal de Curitiba às 14h (EM FRENTE A CÂMARA- Rua Visconde de Guarapuava, às 13h). Venha debater, questionar, compreender os rumos do transporte público em Curitiba! Como pressionar por um transporte realmente Público!

Leia o PL aqui: https://tarifazerocuritiba.files.wordpress.com/2014/10/pl-frente-de-luta-pelo-transporte-passe-livre.pdf

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Um Tribunal cúmplice de uma máfia? – Sobre a novela do relatório do transporte do TCE

Desde setembro de 2013 um relatório técnico, resultado de uma auditoria da Urbs, que comprova objetivamente, elementos que os movimentos sociais afirmam a muito: Que a tarifa está superfaturada, que a licitação das linhas de ônibus de Curitiba e metropolitana foi ilegal e mais que esta constitui um cartel, isto é mais uma prática criminosa. Que o poder público, leia-se a prefeitura, tem um compromisso, logo é cúmplice da máfia do transporte já sabemos, pois permitiu mais um aumento da tarifa este ano para 3,30R$ (a tarifa já havia aumentado nos fins do ano passado), mesmo com a comprovação de superfaturamento da tarifa por parte da CPI dos transportes, é cúmplice também porque não cancela os contratos criminosamente constituídos segundo a mesma CPI do transporte. Nas próximas duas semanas os trabalhadores de Curitiba devem acompanhar mais um capítulo desta novela.

O Relatório aponta que a tarifa se encontra superfaturada em atualmente ao menos 1,05R$, pois para o TCE o custo da tarifa deveria ser de 2,25R$, pois existem itens irregulares na tarifa (como o imposto de renda dos empresários, uma taxa para o sindicato, dentre demais elementos irregulares), bem como superfaturamento de componentes da tarifa (como pneus, combustível, etc.). A licitação foi irregular, na medida que beneficiou o grupo que controlou o serviço nos 50 anos anteriores da licitação, pois impunha o modelo das estações tubo (que somente existe em Curitiba), isso porque, a licitação exigia que a empresa que concorresse, já deveria ter frota adaptada para tais estações, que empresa viária arriscaria comprar ônibus do tipo para as estações tubo, na medida que se perdesse a licitação não o poderia empregá-los em nenhuma outra cidade, nesse sentido não ouve lisura no processo, pois favoreceu um grupo na concorrência. Ainda cabe afirmar que na concorrência ganharam 70% das linhas membros de uma mesma família, a família Gulin, o que configura a prática de cartel, mais uma prática criminosa. Por esses motivos podemos afirmar que gerencia do transporte público é realizada por uma máfia, que conta com a cumplicidade da prefeitura (seja a prefeitura de Richa, Ducci ou Fruet), isso garantido por financiamentos de campanha.

É difícil acreditar que o mesmo tribunal, que está sentado há mais de um ano sobre o relatório, que tem provas cabais dos crimes da máfia do transporte ira aprová-lo, pois quando finalmente o relatório foi para votação, o conselheiro Ivens decide pedir vistas, para estudar “mais” o relatório e atualizá-lo (afinal o mesmo se encontrava desatualizado porque o tribunal levou mais de um ano para votá-lo), ou seja, o conselheiro teve mais de um ano para analisar o relatório, mas decide isso no dia da votação. Isso deixa eminente que foi para atrasar a votação (não vimos tanta preocupação do mesmo com a consistência do mérito quando foi a votação o auxílio-moradia para os “pobres juízes”, que foi aprovado pelo mesmo tribunal).

Nas próximas duas semanas (mais exatamente nas quintas dias: 19 e 26), o relatório terá de ser votado, veremos se mais uma das instituições da cidade de Curitiba se encontrara em cumplicidade com a máfia do transporte. Nós sinceramente esperamos que não, mas infelizmente sabemos nestas instâncias de poder, pesa mais a “influência” da classe dominante (máfia do transporte), do que o compromisso com o bem dos trabalhadores de Curitiba e da região metropolitana, por isso continuamos a fiar nossa confiança na luta e na organização dos de baixo!

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[CURITIBA] Carta Pública sobre a atuação de um agressor nos movimentos contra a tarifa

[CURITIBA] Carta Pública sobre a atuação de um agressor nos movimentos contra a tarifa.

Essa carta é um posicionamento coletivo a respeito da presença de um agressor de longa data nos atos conta o aumento da tarifa. Além de repudiar as organizações e indivíduos que encobrem o caso, alegando ser uma inverdade a violência por ele cometida.

No dia 11 de setembro de 2012, um dos principais militantes do MPL (Movimento Passe Livre) de Curitiba agrediu fisicamente e mais de uma vez sua companheira da época. O caso foi denunciado publicamente pelas redes sociais e também registrado na Delegacia da Mulher, contando com  testemunhas oculares das agressões. Na busca por justiça, foi constatado que  O agressor se utilizou de inúmeras alegações falsas para tentar abafar o caso e seu histórico violento e machista. O MPL Nacional, seguindo coerência com os princípios que defende, expulsou o MPL-Curitiba da organização, uma vez que seus integrantes insistiram em defender o agressor e duvidar da vitima.

Em junho de 2013, quando o movimento de luta pelo transporte ganhou massa nas ruas, o agressor tentou retomar seu protagonismo no espaço em nome do MPL-Curitiba. Nessa mesma época foi fundada a Frente de Luta Pelo Transporte, com participação de diversas organizações e pessoas, de caráter horizontal e aberto. E principalmente, a Frente é contra qualquer tipo de opressão.

Dadas as circunstâncias, quando esse ex-militante do extinto MPL-Curitiba tentou compor esses espaços em 2013, a FLPT tirou a política de não permitir sua atuação nos espaços. Assim, no dia 11 de julho de 2013, o agressor foi expulso do ato nacional que marchou da Rui Barbosa até a Câmara dos Vereadores com palavras de ordem, após tentar falar em nome do MPL e do movimento. Hoje o agressor tenta novamente se inserir ao movimento, compondo atualmente a Rede Contra o Tarifaço.

Lembramos: quem não se posiciona e se silencia está do lado do opressor. Tratar politicamente da violência sexista e de forma amadurecida é essencial para construir um processo realmente revolucionário, que abale não só as estruturas do Capital, mas também combata todas as formas de opressão que estão enraizadas na nossa sociedade. A presença de militantes com histórico comprovado de violência e agressão constrange todas as pessoas presentes e em especial as mulheres. Não tratar do assunto de maneira responsável nos impede de compor o espaço político – que já é destinado exclusivamente para os homens brancos, cis e de classe média. Avisamos que se a sua presença permanecer nos espaços, este será exposto para todos a pleno pulmões, vaiado e solicitado para se retirar, não lutamos ao lado de machistas e agressores. Racistas, fascistas, racistas não passaram e não agregam ao nosso movimento.

Gostaríamos de enfatizar por meio dessa nota que as atitudes tomadas pela Frente de Luta, assim como o objetivo desta carta, não é o de apenas punir o agressor, e a nossa posição é contra esse tipo de comportamento que já não toleramos dentro da sociedade e muito menos nos movimentos sociais. Tampouco gostaríamos de expulsar os demais militantes que compõem a Rede Contra o Tarifaço do movimento. Repudiamos a atitude de utilizar a decisão judicial do Estado para abafar o caso e permitir a presença de um agressor no movimento. Frisamos que a violência de gênero não deve ser tratada como um assunto privado ou como algo que possa ser resolvido isoladamente pelas vias legais, pois ela acontece todos os dias e em todos os locais e não podemos fingir que é algo natural. Sabemos que os jogos de poder possíveis no nosso sistema judiciário nem sempre favorecem a justiça e que o Estado não está do lado das pessoas oprimidas e sim do opressor, portanto é crucial que os movimentos sociais fiquem ao lado dos que são oprimidos e lutem para acabar com qualquer tipo de opressão.

Uma vez que esse ex-militante do MPL em nenhum momento se posicionou respeitando a gravidade de seus atos, acusando de mentirosas a todas as pessoas que se colocaram ao lado de sua ex-companheira, sem nenhuma atitude palpável de mudança de postura ou interesse nessa mudança, ele representa e continua a ser uma ameaça para as mulheres estando elas dentro do movimento social ou não. Enquanto se portar como uma ameaça, será tratado como uma ameaça e assim combatido. Por isso, exigimos que o agressor seja imediatamente retirado dos espaços de luta.

Também convocamos todos que queiram somar a luta independente do seu gênero,  orientação sexual, cor ou raça para que venham compor e construir o movimento contra qualquer tipo de opressão, para uma atuação feminista, anti-racista, anti-facista e inclusiva no movimento contra o aumento da tarifa.

Para mais informações

A denúncia: https://rizoma.milharal.org/2012/10/06/carta-aberta-nenhuma-agressao-ficara-sem-resposta/

Afastamento do CMI: http://www.midiaindependente.org/pt/red/2012/10/513343.shtml

Nota MPL Nacional: http://saopaulo.mpl.org.br/2013/05/19/nota-do-mpl-nacional-sobre-a-expulsao-do-coletivo-de-curitiba/

Assinam esta carta:

Coletivo Tarifa Zero

Coletivo Quebrando Muros

Marcha das Vadias – Curitiba

Coletivo Outros Outubros Virão

2 ATO CONTRA O AUMENTO DA TARIFA! QUINTA FEIRA 5/2 18HRS NA BOCA MALDITA! [FLPT E CTZ]

E o prefeito continua com seu jogo sujo e desonesto com a população curitibana. Temos visto nos jornais, na internet, na tv e nos meios de comunicação de massa noticiarem o aumento da tarifa para cima do valor dos 3 reais, e aterrorizando a população com a ameaça do fim da Rede Integrada de Transporte – RIT, pauta histórica do movimento desde junho de 2013, quando tentaram também acabar com a integração com as 14 cidades da região metropolitana que se beneficiam com a integração e a força do povo nas ruas impediu mais essa falta de respeito ao trabalhador. E agora vemos o final de mais um episódio da novela já conhecida por todos, a tarifa aumenta e o prefeito sai de bonzinho por ainda ter conseguido manter a integração com tarifa unica. Passando ainda por cima de decisões judiciais, com a implementação da tarifa diferenciada para pagamento em cartão transporte e pagamento em dinheiro, que sera respectivamente, de 3,15 e 3,30 em dinheiro, o que não tem nenhuma justificativa concreta para essa diferença, pois o serviço é o mesmo, independentemente da forma de pagamento, e é o Ministério Público do Paraná que tem afirmada isso ( http://www.bonde.com.br/?id_bonde=1-3–87-20150203 ) que alega ser ilegal tal situação que também ocorre de forma similar em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro.

A tarifa técnica paga aos empresários que antes era de 3,15 passa ao patamar agora de 3,60, tarifa essa que é completada com subsídios estaduais e municipais, o que nós do Coletivo Tarifa Zero nos posicionamos contra, pois a política de subsídios só serve para desmobilizar a população em torna da pauta, pois alivia o pagamento da tarifa na catraca para a população mas engrossa o pagamento com dinheiro publico! Subsídios nada mais são, do que dinheiro do bolso do trabalhador também, pois são frutos das arrecadações de impostos que nos roubam diariamente! E agora com essa tarifa Curitiba chega a estar entre as três capitais que tem a tarifa mais cara do país, perdendo apenas para São Paulo e Rio de Janeiro. Curitiba e Paraná sempre na frente, agora alem de termos o governador estadual mais bem pago do país, o prefeito mais bem pago do país, logo teremos a mafia do transporte coletivo mais bem paga do país!

Na segunda feira, dia 2 de fevereiro fomos para as ruas contra o aumento da tarifa, e continuaremos nas ruas até a tarifa cair!

CONJUNTAMENTE COM A FRENTE DE LUTA PELO TRANSPORTE CONVOCAMOS A TODA POPULAÇÃO CURITIBANA A SOMAR NESSA LUTA QUE É DE TODXS!

2 ATO CONTRA O AUMENTO DA TARIFA!

QUINTA FEIRA DIA 5 DE FEVEREIRO! CONCENTRAÇÃO AS 18HRS NA BOCA MALDITA!

https://www.facebook.com/events/638107769651990/

– Contra o aumento da tarifa que a elevou para 3,30! Redução imediata para 2,70;
– Quatro relatórios apontam superfaturamento na tarifa (TCE, CPI do Transporte, URBS e Sindicatos), tais relatórios apontam que a tarifa pode chegar a 2,25, assim, 2,25 já!; ( http://www.bandab.com.br/jornalismo/relatorio-cpi-tarifa-ate-r-222-licitacao-dezenas-indiciamentos/ )
– Congelamento da tarifa em 2,25;
– Rompimento dos contratos devido a irregularidades, dentre elas formação de cartel na licitação pela família Gulin;
– Fim do subsídio nas passagens (cobrança direta), quem paga os impostos são os trabalhadores, destinar dinheiro público a empresas é sobretaxar os trabalhadores, desviando dinheiro da saúde, educação, etc.
– Contratação de cobradores;
– Supressão de cobranças para compra e abastecimento do cartão magnético;
– Controle social com estatização do transporte público;

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